Maio Laranja -Cuidar, proteger e denunciar: Responsabilidade de todos
Objetivo:
Capacitar os profissionais de saúde da UPA para identificar, acolher, notificar e encaminhar situações de abuso e exploração sexual infantojuvenil, fortalecendo a rede de proteção à criança e ao adolescente.
Identificar os principais sinais e indicadores de abuso e exploração sexual.
Dominar o protocolo de acolhimento humanizado às vítimas e suas famílias;
Realizar corretamente a notificação compulsória no sistema SINAN;
Refletir sobre aspectos éticos, sigilo profissional e os limites do dever de notificar.
Conteúdos:
Abuso sexual intrafamiliar e extrafamiliar;
Exploração sexual comercial (prostituição infantil, turismo sexual, pornografia e tráfico);
Dados epidemiológicos: panorama nacional e local;
Fatores de risco e de proteção;
Mitos e verdades sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes
Sinais e indicadores físicos e comportamentais de violência. Papel do profissional de saúde na identificação, acolhimento humanizado e notificação compulsória. Fluxo de atendimento na UPA: SINAN, Conselho Tutelar e rede de proteção. Aspectos éticos e sigilo profissional.
Estratégias de autocuidado para profissionais que lidam com casos de violência.
Marco Legal Brasileiro
• Constituição Federal de 1988 — Art. 227;
• Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — Lei n. 8.069/1990;
• Lei n. 13.431/2017 — Sistema de Garantia de Direitos à Criança e ao Adolescente Vítima;
• Lei n. 8.072/1990 — Crimes Hediondos;
• Código Penal — arts. 213 a 218-C (crimes contra a dignidade sexual);
• Portaria GM/MS n. 2.406/2004 — Notificação compulsória de violência;
• Responsabilidade legal do profissional de saúde: notificação obrigatória vs. sigilo.
Identificacao de Sinais e Indicadores
• Indicadores físicos: lesões, ISTs, gravidez precoce;
• Indicadores comportamentais e emocionais;
• Relato espontâneo da criança: como acolher sem causar dano;
• Diferenciação entre suspeita e confirmação;
• Documentação clínica adequada.
Acolhimento Humanizado na UPA
• Princípios do acolhimento: escuta ativa, empatia e não julgamento;
• Abordagem da criança e do adolescente: linguagem adequada à faixa etária;
• Abordagem à família: casos de violência intrafamiliar;
• Sala de acolhimento e privacidade no atendimento;
• Registro em prontuário: o que e como documentar.
Acolhimento Humanizado na UPA
• Princípios do acolhimento: escuta ativa, empatia e não julgamento;
• Abordagem da criança e do adolescente: linguagem adequada a faixa etária;
• Abordagem à família: casos de violência intrafamiliar;
• Sala de acolhimento e privacidade no atendimento;
• Registro em prontuário: o que e como documentar.
Notificação Compulsória e Fluxo de Atendimento
• Preenchimento da Ficha de Notificação de Violência — SINAN;
• Prazo legal e responsabilidade pela notificação;
• Fluxo interno na UPA: triagem → atendimento → notificação → encaminhamento;
• Articulação com o Conselho Tutelar: quando e como acionar;
• Rede de proteção: CREAS, Casa da Mulher, Delegacia Especializada, Ministério Público;
• Profilaxias: ISTs, hepatite B e HIV (protocolo pós-exposição sexual);
• Estudo de casos práticos com simulação de situações reais.
Ética, Autocuidado e Educacao Continuada
• Ética profissional: sigilo x dever de denunciar;
• Impacto emocional no profissional de saúde — burnout secundário;
• Estratégias de autocuidado e suporte interpares;
• Como falar sobre o tema com a comunidade (ações de promoção a saúde);
Material Complementar: material educativo UPA AREAL (1)2.pdf
Ministrantes:
Cristiane Gonçalves Chiabotto
Psicóloga do CRAI/ Pelotas/RS
Flávia Raquel da Rosa Campos
Coordenadora - CRAI/ Pelotas/RS
Informações:
- Data 19/05/2026
- Horário 09:00
- Local UPA AREAL- Av. Ferreira Viana, 2231 - Areal, Pelotas - RS,
- Carga Horária 2 horas
- Certificado Sim
- Investimento Grátis
- Público Alvo Colaboradores da UPA AREAL